Chega de agressão!
Ainda que muitas pessoas acreditem
que o racismo aconteça individualmente, a história demonstra o contrário. Os
negros sempre viveram inferiorizados aos brancos. Mesmo quando comparados a
parcela da população branca e pobre, em geral, os negros e pobres se encontram
em situação muito pior.
De acordo com dados do
IPEA 2012, 76% da população mais pobre é negra, 79,4% de pessoas analfabetas
são negras, 62% das crianças que estão fora da escola são negras, em média a
renda de negros é 40% menor que a de brancos. O Brasil está diante de uma
matança generalizada e, notavelmente, as principais vítimas são rapazes negros. Esse aumento não vem só
das pessoas comuns, mas também dos policiais.
As instituições
policiais estão no topo da prática de racismo, possivelmente no mundo. Nos
noticiários é comum relatar casos de policiais abordando ou agredindo sem motivos
os negros, o que leva muitos desses à morte, como o caso de Gustavo Amaral, que foi
morto a tiros por ter sido confundido com bandidos. Essas agressões se
apresentam com maior frequência nas regiões mais pobres ou em favelas. Isso nem
sempre se dá só pela coincidência, pelo real criminoso se parecer com “um
qualquer”.
Para ajudarmos na causa, podemos reconhecer nossos erros, principal medida para melhorarmos e reconhecer os negros como iguais, diminuindo a taxa de mortalidade dessa população.
Nathanael Carvalho, 9º ano, CEEN, 2021.

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